Liberdade de Escolha

Origem: Enciclopédia Omega, a enciclopédia livre.

Com o tempo, não é difícil perceber que o universo do Software Livre traz muita liberdade, até mesmo para quem quer apenas usar o programa.

Há quem pense que o GNU/Linux, o FreeBSD, o Apache e tantos outros não devem prestar por serem gratuitos. Faz sentido pensar que algo fornecido de graça não seja tão bom. Acontece que o caso de softwares livres é especial. Eles não são apenas gratuitos, eles são 'livres'. Um software gratuito foi criado por alguém ou alguma empresa, tendo o criador direito sobre o produto. Já um software livre é feito pelas mãos de vários programadores anônimos e, embora tenha donos, ele se torna algo como um patrimônio da humanidade, isso graças às quatro liberdades fornecidas.

Analisando do ponto de vista do consumidor, o GNU/Linux surgiu como concorrência à altura para o Windows. A partir desse dia, o usuário teria escolha, não estando submetido a um sistema que travava mais do que funcionava. � o início da liberdade de escolha '(está em andamento o desenvolvimento do kernel do GNU, o GNU Hurd. Será mais uma opção...)'. Há ainda outras opções de sistemas operacionais livres, como a linha BSD: FreeBSD, OpenBSD...

Todo Software Livre pode ser vendido, já que se trata de "liberdade" e não de "gratuidade". Empresas interessadas na grande alternativa que passou a ser o GNU/Linux passaram a fazer pacotes de programas e criar um produto-final com características próprias (mas que continuava sendo GNU/Linux, portanto, compatível com os produtos-finais de outras empresas).

Como um Software Livre, são concedidos direitos para modificar, utilizar e distribuir o software como quiser. Assim, mesmo que as empresas vendam o GNU/Linux, qualquer um pode redistribuí-lo, inclusive colocando em FTP para download: isso é permitido e válido para todo o código que for distribuído com uma licença de Software Livre. Assim podemos tanto comprá-los nas empresas como simplesmente pegá-los na Internet. E de onde vêm os lucros? Aparentemente não viriam de lugar nenhum, não é mesmo? Bastaria uma pessoa (ou grupo) comprar e passar pra todo mundo... Então as empresas adicionam ao GNU/Linux suporte, manuais e alguma garantia, já que não há qualquer garantia ao se utilizar um Software Livre. Cada empresa cria seu pacote com as vantagens e o preço que consideram justos.

Cada empacotamento GNU/Linux desses é chamado Distribuição GNU/Linux, e existem muitos deles, cada um podendo incorporar coisas novas até um certo ponto. Mais ou menos o necessário para que ainda possa ser chamado de um GNU/Linux. Isso remete à parte central (cerne) e os softwares básicos. Escolhendo o GNU/Linux, o usuário ainda pode escolher a marca: é o segundo nível de liberdade de escolha.

Algumas empresas têm adicionado software proprietário à sua distribuição GNU/Linux. A conseqüência mais direta disso é que a distribuição inteira não está mais associada às quatro liberdades. Apesar disso, todos os softwares livres que fizerem parte da distribuição serão regidos pelas quatro liberdades, de modo que será possível redistribuir todo o conjunto como Software Livre, desde que os softwares proprietários sejam excluídos desse conjunto.

Ao instalar o GNU/Linux (procedimento que tem se tornado cada vez mais fácil e até desnecessário em alguns casos, com as distribuições GNU/Linux em |Live CDs), você irá descobrir algo fascinante. O GNU/Linux é um Sistema Operacional em modo caractere. Isso não significa que não há interface gráfica e amigável. Significa que o Sistema Operacional é um Sistema Operacional de fato e não uma fusão mal arrumada com a interface gráfica. No GNU/Linux, a interface gráfica é um serviço e, sendo assim, o SO é independente dela. Agora, o fascinante é que há um servidor de janelas, que habilita o modo gráfico (com opções alternativas também), e uma série de gerenciadores de janelas.

Um Gerenciador de Janelas é um ambiente onde se pode executar programas, alternar entre janelas... E há vários deles! Cada um com suas próprias características. Alguns melhores, outros piores e outros apenas diferentes. Mesmo em modo caractere, você poderá escolher entre alguns interpretadores de comando. � o terceiro nível em liberdade de escolha.

O quarto nível vamos deixar para os aplicativos normais. Para cada tipo de programa, tem outro para competir. Se não tem, pode esperar que vai surgir se não for tão bom o atual. ...ou melhor ainda! Não espere! Tente fazer um concorrente! Vasculhe por bibliotecas e mecanismos que o ajudem, e divulgue em portais da comunidade. Se sua idéia for realmente boa, certamente você encontrará alguém disposto a ajudar, na comunidade. Tudo em nome da liberdade.

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